23.2.12

síndrome da alma inquieta


não entendo como as pessoas podem aguentar a rotina por anos a fio, sem emoção, como robôs andando de lá pra cá no piloto automático, fazendo coisas desinteressantes, falando coisas desinteressantes e sendo desinteressantes.

talvez tivesse sido mais fácil não ter viajado, não ter conhecido 1% do mundo que eu começo e saber que a vida é muito mais do que trabalho + casa + faculdade. não, não estou infeliz com minha vida agora. bem, não totalmente, mas quem é que está completamente feliz, não é!?
só gostaria que a vida não fosse pré setada para uma rotina rasa, onde as pessoas não se relacionam de verdade, não amam de verdade e não se empolgam de verdade. mas a questão não é essa, e sim um interesse pessoal de não viver uma vida em estado de dormência. meu problema é querer viver tudo, sentir tudo, ver tudo, e não é sempre que dá - i mean, quase nunca dá!

em dias como o de hoje, em que eu estou cansada dos deveres diários, das pessoas, da rotina, do ônibus, do trabalho, bom é manter distância do filme into the wild, músicas que me fazem pensar e abraçar. 


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